“Nós queremos estar do seu lado”: Quando democracia e inclusão social foram temas do Ultraje a Rigor
Bruno Vinícius Leite de Morais
Bruno Vinícius Leite de Morais é doutorando em História Política pela Universidade Federal de Minas Gerais e bolsista CNPq. Com graduação e mestrado em História pela mesma instituição, suas pesquisas concentram-se em temáticas relacionadas à história contemporânea brasileira, particularmente a questão racial, antirracismo e música popular no período da ditadura militar, com destaque para a Black Music.
Uma trajetória irregular e descendente. Esta frase é válida para um balanço da carreira da banda de rock Ultraje a Rigor. Surgido no mercado fonográfico brasileiro em 1982, com o lançamento de um bem sucedido disco compacto, o Ultraje está comemorando 38 anos de existência. Contudo, essa longa trajetória contabiliza dez álbuns lançados, somente cinco de canções inéditas, três deles na primeira década de existência da banda: Nós vamos invadir sua praia (1985), Sexo!! (1987) e Crescendo (1989). A banda fechou a década com o disco de covers Por que Ultraje a Rigor? (1990).
Na segunda década da carreira lançaram apenas o pouco expressivo álbum Ó! (1993), uma exigência contratual com a gravadora WEA, realizado com uma nova formação na qual o único integrante remanescente era o compositor, vocalista e guitarrista base Roger Moreira. No final dos anos de 1990, o grupo lançou seu primeiro disco ao vivo, 18 anos sem tirar (1999), pela gravadora Deckdisc, com quatro canções inéditas gravadas em estúdio, sendo que duas delas pareciam resgatar a inspiração dos três primeiros álbuns: o sucesso Nada a Declarar e Giselda.
A terceira década de vida do Ultraje iniciou auspiciosa com o lançamento do álbum Os invisíveis (2002) pela Deckdisc, com Roger apresentando novamente uma mudança nos integrantes da banda, incluindo o retorno do guitarrista dos álbuns lançados entre 1987 e 1990, Sérgio Serra. O novo álbum sugeria uma boa fase, com duas canções bem executadas nas rádios, Domingo eu vou pra praia e Me dá um olá, e mais uma incluída na trilha sonora da novela Belíssima, da Rede Globo, Todo mundo gosta de mim. Apesar dos aparentes “bons ventos”, Os invisíveis, até hoje, constitui o último álbum de inéditas do Ultraje. Em 2009, o grupo lançou de forma independente e exclusivamente nos meios digitais o compacto Música Esquisita a Troco de Nada, apresentando três fracas canções inéditas, sem grande repercussão.
O excelente Acústico MTV lançado pela banda em 2005 atesta a sua trajetória criativa decrescente. Das vinte e cinco canções registradas (vinte delas presentes na edição em CD, sendo o show completo comercializado no formado DVD), oito foram lançadas no primeiro álbum, seis no segundo e uma no terceiro, totalizando 15 canções da primeira década da banda. Das dez canções restantes, uma foi lançada no disco Ó!, duas foram os sucessos do disco ao vivo, mais duas saíram do último álbum de estúdio, outras três foram canções do rock clássico dos anos 1950, mais uma tradução de uma canção da banda The Who, originalmente gravada pelo Ira!, e apenas uma canção inédita, a pouco expressiva Cada um por si. Depois disso, na mais recente década, o grupo apresentou dois álbuns revisitando canções e associando-se a outras bandas, o Ira! e Ultraje a Rigor – ao vivo Rock in Rio (2011), gravado no ano de 2001, com cada uma das bandas executando 6 de suas canções; e O embate do século: Ultraje a Rigor vs. Raimundos (2012), no qual cada banda regravou sete canções do repertório da outra.
Ao público que conheceu o Ultraje nos últimos 15 anos, portanto, a banda pode ser mais lembrada por suas atuações televisivas e as evocações polêmicas de Roger do que pela produção de canções. Desde 2011 o grupo estabeleceu parceria com o polêmico apresentador e comediante Danilo Gentili, tornando-se a banda de palco fixa do programa Agora é tarde da Rede Bandeirantes de TV, tendo acompanhado o apresentador quando este migrou para o SBT, em 2014, para montar o programa The Noite. Inversamente proporcional ao impacto da produção artística nos últimos anos é o impacto das declarações polêmicas de Roger Moreira. O cantor tem se destacado midiaticamente por um posicionamento político conservador, como as declarações zombeteiras a uma campanha de denúncia a assédio sexual em 2015, o seu ataque pretensamente moralista à produção da artista plástica Adriana Varejão em 2017, ou seu explícito apoio às propostas políticas de extrema direita de Jair Bolsonaro.
A quem reconhece o Ultraje a partir desses comportamentos poderá causar estranheza a proposta do presente texto que, ao resenhar o primeiro álbum da banda, o clássico Nós vamos invadir sua praia – até hoje seu trabalho de maior impacto, passível de ser confundido com uma coletânea -, destacará o teor político aparentemente progressista de parte das canções. Finalizo essa já longa introdução com um convite às leitoras e leitores para adentrar em uma viagem à primeira metade da década de 1980, ainda em tempos de ditadura militar no Brasil, com grandes parcelas da sociedade lutando pela redemocratização do país e, do norte ao sul, rádios ecoando os versos: “A gente não sabemos escolher presidente, a gente não sabemos tomar conta da gente, tem gringo pensando que nós é indigente. Inútil! A gente somos inútil.”
Uma banda de rock engajado
O Ultraje a Rigor foi formado na cidade de São Paulo no início dos anos de 1980, sendo umas das precursoras do chamado Brock – o rock brasileiro oitentista – no mercado fonográfico. Aos fundadores Roger Rocha Moreira e Leonardo “Leôspa” Galasso, respectivamente cantor/guitarrista e baterista, uniram-se o baixista Silvio Jansen e o guitarrista Edgard Scandurra – que deixaria o grupo pouco depois para se unir à banda Ira!. Scandurra batizou o grupo de Ultraje a Rigor, referenciando a performance irreverente com a qual executavam covers de Beatles e de bandas de rock dos anos 1950 e 60. Ainda nesses primeiros momentos, Maurício Defendi substituiu Silvio no contrabaixo e vocal.
No contexto de abertura comercial ao “novo rock brasileiro”, após o sucesso do compacto Você não soube me amar da banda carioca Blitz, em 1982, o Ultraje foi contratado pela multinacional Warner e, no início de 1983, lançou um primeiro compacto com as canções Inútil e Mim quer tocar. Versos como “A gente não sabemos escolher presidente, a gente não sabemos tomar conta da gente”, de Inútil, potencializaram a recepção do disco, que vendeu cerca de 30 mil cópias (ALEXANDRE, 2002, p.165). A canção abordava um tema caro ao contexto, a campanha pelas Diretas Já, que levava milhares de pessoas às ruas em diversas regiões do Brasil reivindicando participação direta na eleição presidencial que ocorreria em 1985. O país vivia tempos de grandes expectativas quanto à propagandeada reabertura política, após quase duas décadas em um governo autoritário, e a campanha pelas diretas concentrava demandas e anseios democráticos que tomavam a cena pública.
A campanha pelas Diretas Já apoiava a Proposta de Emenda Constitucional nº05/1983, a Emenda Dante de Oliveira. Enquanto milhares saíam às ruas, a canção Inútil ganhava apelo popular e se tornava um dos hinos informais do movimento. O verso citado acima faz referência à limitação da extensão do voto pela eleição indireta e ainda ecoava um comentário do ídolo futebolístico Pelé, que, em contraponto às reivindicações, teria dito às mídias nacionais que os brasileiros não estavam preparados para votar para presidente – opinião referendada pelo congresso nacional, que reprovou a emenda.
O lado B do compacto, o reggae Mim quer tocar, também composto por Roger Moreira, embora de menor repercussão, também abordava o tema das Diretas Já: “Mim é brasileiro. Mim gosta banana. Mas mim também quer votar, mim também quer ser bacana”. As duas canções eram apresentadas de forma sarcástica, com uso do humor tanto nas letras quanto na performance executada.
A inserção do Ultraje a Rigor na indústria fonográfica, portanto, sugeria uma banda que, de forma irreverente, apresentava temas com preocupação ou mesmo engajamento social – uma contraparte politizada à Blitz, banda também caracterizada por apresentações irreverentes. Leitura reforçada por uma história divulgada na época segundo a qual Ulisses Guimarães, um deputado comprometido com a redemocratização, teria declarado à imprensa que levaria uma cópia de Inútil para o ditador presidente João Baptista Figueiredo (ALEXANDRE, 2002, p.164). Embora a história tenha sido negada pelo guitarrista do grupo, Carlinhos Bartolini (ASCENÇÃO, Andrea, 2011, p.62), que substituiu Scandurra após o sucesso do compacto, a sua fixação na mitologia construída sobre a banda fortalece a percepção da leitura politizada vinculada ao Ultraje.
Buscando amenizar as afiliações da banda com a temática política, o segundo compacto lançado pelo Ultraje, em setembro de 1984, apresentou as canções Eu me amo e Rebelde sem causa, já com o guitarrista Carlinhos. A primeira ironiza uma retratação egocêntrica e a segunda ridiculariza a rebeldia da juventude de classe média, ambas investindo na performance irreverente, demarcando a proposta do grupo. O impacto comercial e o volume de shows encorajaram a Warner a enfim lançar um álbum da banda, gravado em abril e lançado em julho de 1985, dois anos após o compacto inicial.
Invadindo a praia da discriminação
Com produção de Liminha e Pena Schmidt, o primeiro álbum teve repertório selecionado através de votação do público entre canções bastante executadas nos shows da banda (ASCENÇÃO, 2011, p.64). No entanto, o disco foi intitulado com a única canção recém composta por Roger, Nós vamos invadir sua praia (ASCENÇÃO, 2011, p.90). Totalizando onze canções, além das quatro apresentadas nos compactos anteriores e da canção título, as selecionadas no ótimo repertório foram Zoraide, uma ode pela liberdade da solteirice, Ciúme, a contrapartida romântica, assumindo o drama do ciumento excessivo, Marylou (Edgard/Roger/Maurício), uma escrachada declaração de misoginia diante da liberdade sexual feminina, Jesse Go (Roger/Maurício), uma crítica, cantada por Maurício, à efemeridade do estrelato, Se você sabia, uma queixa das agruras da relação sexual não devidamente planejada e Independente futebol clube. gravada ao vivo, o inverso de “Ciúme”, com uma apologia a um relacionamento aberto. As canções selecionadas, portanto, se afastavam das lançadas no primeiro compacto, sem comentários de natureza política explícita.
Se a temática predominante no disco Nós vamos invadir sua praia pode ser considerada trivial, a letra da canção título se baseia ainda em uma temática social: “Nós tamo entrando sem óleo nem creme/ Precisando a gente se espreme/ Trazendo a farofa e a galinha/ Levando também a vitrolinha/ Separa um lugar nessa areia/ Nós vamos chacoalhar a sua aldeia/ Mistura sua laia/ Ou foge da raia/ Sai da tocaia/ Pula na baia/ Agora nós vamos invadir sua praia/ Agora se você vai se incomodar/ Então é melhor se mudar/ Não adianta nem nos desprezar/ Se a gente acostumar a gente vai ficar (…) A gente pode te cutucar/ Não tenha medo, não vai machucar.”
Em um período no qual havia certa rivalidade entre bandas originárias de São Paulo e do Rio de Janeiro, o refrão da canção consolidou a ideia de ser um manifesto paulista quanto à invasão “da praia” carioca – ou seja, metáfora de adentrar um território tido como hostil. A aparente hostilidade é ressaltada pela biógrafa Andréa Ascenção (2011, p.68-69), ao referenciar o interesse do Ultraje em “conquistar” o Rio de Janeiro, local das grandes gravadoras (incluindo a Warner) e sede do primeiro Rock in Rio, uma mega produção com shows de importantes bandas do rock internacional e bandas nacionais, particularmente as cariocas.
A letra da canção Nós vamos invadir sua praia, no entanto, aborda uma disputa por um espaço urbano: o uso de uma praia, contrapondo um habitante do morro e interlocutores litorâneos. Em livro do jornalista Ricardo Alexandre, uma obra abrangente sobre o rock brasileiro oitentista, o próprio Roger atesta as duas mensagens: “E ‘Nós vamos invadir sua praia’ era um hino a favor da miscigenação, tanto sobre um grupo paulista no Rio de Janeiro, quanto sobre uma linha de ônibus criada pelo Brizola que ligava o subúrbio à zona sul carioca.” (ALEXANDRE, 2002, p.225).
No ano de 1984 o governador do estado do Rio de Janeiro, Leonel Brizola, realizou a estatização das linhas de ônibus que atendiam ao estado, junto à compra de 200 novos veículos. No mês de novembro, o governador criou a linha municipal 461, a primeira a cruzar o Túnel Rebouças, ligando, assim, a Zona Norte à Zona Sul da cidade do Rio de Janeiro. A possibilidade de criar conexão direta entre espaços que reafirmam uma segregação sócio-econômica – fixada na divisão geográfica da cidade – causou rebuliço e oposição dos setores conservadores da Zona Sul, locus das classes médias e elites econômicas do estado. Uma reportagem publicada em 04 de novembro de 1984, no Caderno B do Jornal do Brasil é simbólica da reação desses setores. Intitulada Nuvens suburbanas sob o sol de Ipanema (a que já foi paraíso), a reportagem entrevistou alguns moradores da região de Ipanema. Um trecho sintetiza os diversos comentários ofensivos e discriminatórios presentes na reportagem: “Nem vou mais à praia aqui. É farofeiro para tudo quanto é lado, olhando a gente de um modo estranho. Ficam passando aquele bronzeador. A sensação é de que eles estão invadindo o nosso espaço”.
A reportagem permite perceber não apenas uma aproximação com a temática da canção Nós vamos invadir sua praia, mas também de termos referenciados na letra, como a designação pejorativa “farofeiros” e a expressão que estão “invadindo o nosso espaço”. Mesmo sem uma confirmação de que Roger tenha lido a reportagem, é possível supor que o acontecimento estimulou sua criatividade para que, com o uso do tom humorístico característico da banda, pudesse comentar o caso. O enredo da canção retrata, pela perspectiva de um eu lírico oriundo da Zona Norte, uma situação concreta sobre o uso de um espaço urbano em uma configuração comum às grandes cidades brasileiras: as hierarquias e desigualdades geo e sócio-econômicas inscritas e demarcadas na apropriação do espaço público, a dividir e afirmar quem pode ou não tomar parte neste espaço comum.
A praia na canção torna-se, assim, um “enclave fortificado”: um espaço que, embora não seja privado, pode sofrer uma espécie de privatização informal por parte de um grupo privilegiado, sendo fechado e monitorado, configurando o principal instrumento de um novo tipo de segregação, justificada pelo medo do crime e da violência. (CALDEIRA, 2000). Deste modo, se os moradores da Zona Sul buscaram a manutenção de um muro simbólico a segregar os desiguais, a iniciativa de Brizola criava uma “ponte” concreta. E a canção do Ultraje possibilitou a divulgação do caso para um público mais amplo, afinal, Nós vamos invadir sua praia foi um grande sucesso e é conhecida até hoje, mais de 30 anos após o seu lançamento. O disco homônimo vendeu 70 mil cópias já no mês seguinte, conforme edição da revista Veja de 14 de agosto de 1985 e chegaria a 500 mil cópias vendidas, recebendo disco de ouro. (ASCENÇÃO, 2011, p.76).
De lá pra cá...
Abordar um aspecto progressista na obra do grupo Ultraje a Rigor – como pode ser lido desde Inútil até Nós vamos invadir sua praia – costuma surpreender. Isso porque Roger Moreira consolidou uma imagem conservadora nos últimos anos. São notórias as agressões feitas por Roger através da rede virtual Twitter à artista Adriana Varejão, no ano de 2017, referente à polêmica resultante de uma exposição no Museu de Arte de São Paulo, que abordava uma temática de sexualidade. A reação de Roger, mobilizando o argumento do que “deve ser mostrado à criançada” para reivindicar censura à obra, intriga a quem recorda que o mesmo autor criticava abertamente a censura e o moralismo quanto à sexualidade na canção Sexo!!, faixa de abertura de um álbum homônimo – o álbum seguinte à Nós vamos invadir sua praia. No release distribuído à imprensa quanto ao álbum Sexo!!, Roger dizia “essa música não fala propriamente de sexo, mas de censura e daquele moralismo besta tão comum em nossa cultura.” (ASCENÇÃO, 2011, p.110). A capa do disco, ilustrando um casal observando um bebê em uma maternidade é explicada pelo compositor: “O lance da criança é para mostrar que a cegonha não existe. Todo mundo faz sexo e, se estamos aqui, é porque alguém transou com alguém. Sexo é uma coisa normal. Abaixo a hipocrisia. Essa é a nossa proposta.” (ASCENÇÃO, 2011, p.113).
Não cabe a este texto conjecturar sobre as razões para a mudança de posicionamento de Roger, rumo ao conservadorismo, após três décadas, mas não posso deixar de ressaltá-la. Uma conclusão parcial é que a perspectiva defendida por Roger sofreu uma modificação, direcionada ao encontro do perfil das elites brasileiras, acompanhando o recrudescimento da direita política mais agressiva e moralmente conservadora no país. O posicionamento recente aproxima o cantor, curiosamente, da posição e comportamento que na juventude ele tanto criticava.
Referências
ALEXANDRE, Ricardo. Dias de luta. O rock e o Brasil dos anos 80. São Paulo: Editora DBA, 2002.
ASCENÇÃO, Andréa. Ultraje a Rigor: Nós vamos invadir sua praia. Caxias do Sul: Ed. Belas Artes. 2011.
“Bolsonaro até agra não errou, diz Roger, do Ultraje a Rigor”. Revista Época. Por Rodrigo Castro. 10 de junho de 2019.
“Brizola, as praias, o racismo e a Globo”. Negro Belchior. Educação, Diversidade e Direitos Humanos. 23 de setembro de 2015.
CALDEIRA, Teresa P. R. Cidade de muros: crime, segregação e cidadania em São Paulo. São Paulo: Editora 34/Edusp, 2000.
“Cantor Roger ironiza campanha sobre assédio sexual e é criticado nas redes sociais”. Por Gabriella Beira. 23 de outubro de 2015.
“Cantor Roger Moreira , do Ultraje a Rigor declara apoio ao novo partido de Bolsonaro, Aliança pelo Brasil”. Por Rafael Tadeu. NBO. Notícias Brasil On-Line. 31 de janeiro de 2020.
“Com Roger, do Ultraje, debate sobre arte descamba para baixaria. Roqueiro desenhou um falo sobre uma foto de Adriana Varejão, que defendeu a liberdade para a arte, e ainda escreveu “puta”: agressão, não intervenção”. Revista Veja. Por Maria Carolina Maia. 14 de setembro de 2017.
MORAIS, Bruno Vinícius L. de. “Separa um lugar nessa areia”: A marginalização geográfica retratada em música no Rio de Janeiro da redemocratização. In: Érica Sarmiento; Vivian Zampa; Carla Peñaloza Palma. (Org.). Movimentos, trânsitos & memórias: novas perspectivas (século XX). 1ed. Niterói. RJ: Associação Salgado de Oliveira de Educação e Cultura (ASOEC), 2019, v. 02, p. 351-365.
“Roger, o “inútil”, ofende Adriana Varejão pelo Twitter com imagens pornográficas”. Por Julinho Bittencourt. Revista Fórum. 12 de setembro de 2017.
“Sem preconceito, mas que tal um churrascão no Leblon e Ipanema?” Comunica Tudo. 25 de novembro de 2013.
Como citar este texto
MORAIS, Bruno Vinícius Leite de. “Nós queremos estar ao seu lado”: Quando democracia e inclusão social foram temas do Ultraje a Rigor. A música de: História pública da música do Brasil, v. 3, n. 1, 2021. Disponível em: https://amusicade.com/nos-vamos-invadir-sua-praia-1985-ultraje-a-rigor/. Acesso em: 1st abril 2025.